Carta à um (querido) cético! Eheheh...
Pô, Brancaleone, deixa de ser tão assertivo numa coisa que nunca lhe passou pela cachola e que nunca pesquisou!
Não se trata de macumba, “vuduísmo” e crendices. Embora tudo isto possa ser levado em conta quando se trata de estudar a alma, o espírito, mesmo o encarnado. Estudar tudo o que a mente pode engendrar e filtrar é muito interessante. As verdades podem não ser estas que você está aferrado e que acabam por ser uma fé sua, como a minha, por exemplo. Acontece que minha fé está baseada em estudos, vivências esporádicas que sugerem a sobrevivência da alma e a reencarnação!
Não sei se você se lembra, mas na década de 70 foi lançado um livro aqui que tinha o título de “Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação", por um americano, Ian Stevenson. A editora não era especializada, mesmo assim deu um título errado à obra. O certo seria ”…QUE SUGEREM a reencarnação. Um catatau que se atirado em alguém matava! :o) Não foi o melhor livro do mundo no assunto, mas deixava uma pulguinha (sem parentesco com a ex-freqüentadora do Pedê) atrás da orelha!
Saltando alguns anos, na década seguinte eu estava “juntado” com uma mulher (como todos sabem! Eheheh) e ela tinha dotes mediúnicos, estes eram pra lá de irregulares. Eu não boto a fé em tudo que um médium fala só porque se pressupõe um espírito guia do outro lado. Pode não ser; pode ser uma manifestação anímica; pode ser um espírito litigioso e por aí vai. Eu acabara de ter tido um sobrinho, que todos amavam, um bebê Johnson como se dizia umas décadas atrás. Ele foi criado por minha mãe, pois minha irmã sempre foi um caso sério. Ela tinha um cuidado extremo com o menino, principalmente com seus pés. Isto nós atribuíamos a um trauma do passado, ao fato de eu ter perdido uma irmã de 4 anos, tão linda quanto, diga-se, por tétano, por um simples calçado com uma imperceptível pontinha de tacha que havia ferido a princesa da casa. Minha família era rica, por assim dizer, então.
Pois bem, uma noite, duas horas depois de nos deitar, a minha companheira acorda e fala sobressaltada:
-O pé, o pé, o pé! Por isso a Robertina é tão obsessiva quanto a ele! O César é a reencarnação de Soninha!!
Eu, sempre um passo além de cético, falo: - Tá bom, é , deve ser. Volto a dormir rapidamente . Um ano depois o bebê já falava alguma coisa, bem pouco. E…..não havia meio de fazê-lo aceitar ser chamado , "-Êi!!!, menino?!, vem cá!"
Ele se voltava para a pessoa e dizia, escandindo:
-ME-NI-NA!!
Passou um tempo ele esqueceu isso e , até onde sei, nunca foi homossexual também! :o)
Pois é, Brancaleone, não diga que não há possibilidade, pois há. Os psicoterapeutas que usam o método estão se lixando se o fenômeno é verdadeiro ou não. O certo é que funciona como método terapêutico. Pastores protestantes, com tudo contra, formaram uma grande escola de estudo sobre isso.
Abração!
Aqui o post do Weblog que gerou estas reminiscências, resposta à um rompante, nº 52 ,do Brancaleone :
http://pedrodoria.com.br/2007/10/06/uma-entrevista-aos-sabados-9/#comments



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